domingo, 26 de julho de 2009

O consumo da carne, sua interferência no meio ambiente, na miséria e os direitos dos animais


Meio ambiente: é o principal responsável pelo desmatamento da Mata Atlântica, da Caatinga, Cerrado e agora da Amazônia; Contaminação dos lençóis freáticos e nos aquíferos mediterrâneos pelos medicamentos e hormônios usados na criação; Poluição da água já que chegam ao mar 100 milhões de toneladas de nutrientes produzidos nos açudes provocando uma disseminação que causa efeitos negativos sob a biodiversidade, portanto a poluição da água doce esta sendo agravada pela agropecuária, fora que a cada 1kg de carne gasta-se 15 mil litros de água. Sobre a emissão de gases, as queimadas em função da criação de pastos em que libera 2.000.000 toneladas por ano de CO2, mais o metano produzido pelo boi que tem uma durabilidade menor, mas é 20 vezes mais nocivo.
Queimadas, poluição, falta de água, destruição da camada de ozônio, desastres ambientais...Acontece que os custos ambientais não são internalizados no custo da carne tornando-se então barato a produção e exportação em relação a outros países, e é indiscutível os abalos que a produção causa no ecossistema e que os desastres não são renovados.
Comemos a carne sem pensar que além de ser um animal morto é proveniente da destruição da Mata atlântica(principalmente para os do Sudeste). Quando olhamos queimadas, ficamos chocados, perplexos e olhamos o efeito sem olhar a causa, a febre sem olhar a doença. No caso, a doença é a pecuária e a febre suas consequências ambientais.

Miséria: A população mundial que se alimenta de carne é aproximadamente 20%, são as pessoas que se a caso não tivessem a carne não passariam fome, pois tem dinheiro para recorrer a outras alternativas. Já a população que realmente passa fome poderia ser solucionado esse problema liberando o cereal que é destinado à pecuária, ou seja, os grãos destinados à criação pecuária( nacional e internacional) ao invés de serem usadas essas áreas que são muito extensas para a produção que por sua vez alimenta o animal que é alimento de uma minoria, poderia ser substituído para produção de alimentos acessíveis a uma maioria diminuindo o índice da fome. Além do que se tivesse hoje a mesma área da Amazônia que é destinada a pecuária para a agricultura, o Brasil estaria gerando 20 vezes mais empregos, uma remuneração maior e um impacto ambiental consideravelmente menor.

Aos animais: Crescemos com a mentalidade de que os animais são bons, vivem graciosos nas fazendas, em completa harmonia e eis que em um belo dia vai para a panela e fica tudo bem, tudo normal. A indústria usa imagens de animais felizes como aquele franguinho de uma determinada marca, a vaquinha feliz na caixinha de leite, para trazer uma imagem boa, para que passamos a consumir determinado produto. Parece um tanto quanto ilógico, não? O franguinho estaria realmente feliz em morrer?Associa-se a boa imagem para não termos a sensação de culpa e a indústria não lucraria se mostrasse qual é o real trajeto da carne para a casa dos consumidores.
Tratando-se agora os animais como seres inferiores sim, devido ao nosso grau de evolução mas não submetidos ao homem, seres que como nós tem sentidos aflorados e que sofrem e sentem sua morte e as angustias anteriores a ela. Amamos uns e matamos outros, algumas pessoas dizem que se alimentam de carne por nutrição, porque precisa-se da proteína animal para viver( apesar de médicos e mais médicos provarem que não é necessária), mas será que a alimentação é mesmo só por manter o corpo saudável ou para satisfazer os desejos e por luxo? O ser humano não satisfeito em comer a carne de gado, do porco, da ave e de peixe, come a de avestruz, do coelhos, jacaré e diversos outros, além de que a quantidade de carne que muitas pessoas consomem é muito mais do que precisa para manter-se nutrido e muitas vezes a carne prejudica a saúde.

Mostro-lhes agora este vídeo, pois acredito que melhor seja vendo do que lendo um pouco do que os animais passam.

video



Finalizando, o objetivo dessa postagem não é de nenhuma maneira tentar converte-los para o vegetarianismo ou para impor uma opinião, e sim tentar esclarecer, informar, fazer com que abram os olhos para que assim por conta própria decidam o que realmente querem para suas vidas. Tenho a consciência de que aqui falei muito resumidamente e não o suficiente sobre o assunto que vim a tratar. Diria que foi uma introdução sobre um assunto tão polémico e que interliga vários fatores, por isso não parem de estudar, se informarem pois nunca é demais. Vistam-se, abram os olhos !


Referência: documentario A carne é fraca.

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