segunda-feira, 24 de maio de 2010

Brasil perde R$8 bilhões por não reciclar


SÃO PAULO - Um relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado no dia 14 revela que o país perde R$ 8 bilhões por ano simplesmente por deixar de reciclar.

Os cálculos, apresentados no Ministério do Meio Ambiente, mostram que este seria o valor recolhido pelo país caso todo o material reciclável encaminhado para aterros e lixões nas cidades brasileiras tivesse destino correto.

Hoje, apenas 12% dos resíduos sólidos urbanos e industriais são reciclados - e a coleta seletiva só chega a 14% da população brasileira.

A partir dos dados da pesquisa, intitulada"Pagamento por serviços ambientais urbanos para gestão de resíduos sólidos",a ministra do meio ambiente, Isabella Teixeira,instituiu um grupo de trabalho entre o Ipea e os Ministérios.

O primeiro Programa de pagamento por serviços ambientais urbanos trabalhará em parceria com a coleta de lixo e as cooperativas de catadores.O próprio estudo utilizado como base para o projeto sugere medidas que aumentam a renda dos catadores, como o pagamento por produtividade e acréscimos compensatórios graduados.Linhas de crédito cooperativo também seriam uma ideia para aumentar a organização e formalização das cooperativas.

Em 45 dias, o novo grupo deve definir o funcionamento do programa, bem como suas fontes de recursos e as formas de repasse.




sábado, 8 de maio de 2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A cruzada da motosserra

"Nunca, neste país, se falou tanto de Código Florestal. O que é de se estranhar, pois a Lei nº 4.771 já está entre nós há exatos 45 anos. Isso sem contar sua primeira versão, que data de 1934. Não faz mais de década e meia, no entanto, que o Código virou alvo do agronegócio e de seus representantes no Congresso. Considerada, no Brasil e no mundo, uma das mais avançadas peças de legislação florestal, o Código, a cada ano, sofre ataques mais virulentos por parte dessa turma que acha que árvore só deve ser tratada a dentes de motosserra.

Na Câmara Federal, o Código está cercado por todos os lados. Na Comissão de Meio Ambiente da Casa, ainda tramita o projeto de lei 6424, de autoria do senador Flecha Ribeiro (PSDB-PA), que anistia desmatadores, reduz áreas de proteção e destina-se a causar tanto mal a nossas árvores que foi apelidado de “Floresta Zero”. Em outra Comissão Especial, criada no ano passado com a missão de juntar 11 projetos de lei que atacam os preceitos do Código Florestal, o relator, deputado federal Aldo Rebelo, (PCdoB-SP), apoiado por uma maioria de ruralistas, dá claros sinais de que nossas matas não terão mais vez.

Hoje, 27 de abril, ele comanda um encontro da comissão especial que vai decidir quando o seu relatório será entregue.

(Atualização em 27 de abril de 2010, às 16h40: a reunião da Comissão Especial do Código Florestal marcada para hoje foi cancelada, sem explicação. O presidente da comissão, o deputado federal ruralista Moacir Micheletto (PMDB-PR), e o relator, Aldo Rebelo, então se fecharam para uma conversa privada. O que querem esconder dos eleitores?)

Na prática, isso pode significar que um grupo reduzido de deputados em fim de mandato vão dar mais um passo para enterrar 76 anos de tradição legal de proteção para as florestas brasileiras. Por que os ruralistas têm se mostrado tão diligentes em seus ataques recentes ao Código Florestal se durante mais de meio século eles simplesmente ignoraram sua existência?

A explicação é simples. Para início de conversa, a capacidade de monitorar o cumprimento da legislação no campo, por imagens de satélite, aumentou sensivelmente na última década e revelou o que de certo modo todo mundo, governo inclusive, já sabia: é raro achar, no Brasil, um fazendeiro que siga à risca o que manda o Código Florestal em termos de preservação de matas nativa e ciliar em suas propriedades. Além da capacidade de monitorar, o governo federal também adotou, de alguns anos para cá, medidas que reforçaram sua capacidade de fazer cumprir o que manda o código.

Participe da ciberação: Aldo, deixe as florestas em paz

Duas delas merecem atenção especial. Uma é o decreto 3545, aprovado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em julho de 2008, determinando que fazendeiros que não tivessem seu passivo ambiental regularizado ficariam impedidos de obter financiamento bancário. A outra é uma Medida Provisória que deveria ter entrado em vigor em dezembro passado que obrigava fazendas a declarar oficialmente seu passivo ambiental e registrar como pretendiam resolvê-lo. A MP foi adiada por dois anos. E a decisão do CMN vem sendo implementada de maneira inconsistente. Mas a turma que defende a motosserra no Congresso tomou tenência.

Um total de 36 projetos de lei já tentaram desfigurar as linhas gerais do Código Florestal. A última investida começou a ser esboçada em 2009, com a criação de uma Comissão Especial na Câmara dos Deputados para reunir projetos que, em sua essência, querem mesmo é desfigurar o Código Florestal. Composta por uma pesada bancada ruralista e com o objetivo de discutir essas propostas, o grupo deve apresentar seu relatório preliminar no final deste mês. Daí, segue para a votação no Senado, retorna à Câmara e recebe a sanção ou veto presidencial. Tudo isso pode acontecer este ano.

Enquanto o dia não chega, os membros da comissão deixam escapar o mote do que já chamam de novo Código Florestal. A ideia deles, dita com todas as letras, é revogar a lei de 1965. E pôr em seu lugar uma legislação mais branda, flexível e adequada aos interesses do agronegócio.

Os ruralistas têm se preocupado em vestir as propostas com uma roupagem verde. Numa aglutinação de 11 projetos de lei, a cartilha florestal que está sendo preparada pode vir à tona sob o nome de Código Ambiental Brasileiro. Em seus rodeios pelo Brasil, o relator da comissão, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), também alinha seu discurso a esse viés. “O principal objetivo da reformulação do Código Florestal é preservar a natureza”, ele garantiu, num bate-papo virtual promovido pela Agência Câmara no início de março.

Mas de preservacionistas, as ideias de Aldo e companhia não têm nada. “A bancada ruralista está se apropriando de um vocabulário e de conceitos como convergência no desmatamento zero e vítimas das mudanças climáticas. Mas o que eles defendem é a justamente a continuação do desmatamento sem aumentar a governança”, denuncia o diretor-executivo do Greenpeace, Marcelo Furtado."
Fonte: Greenpeace
Se você quer ajudar, assine a petição no site da Greenpeace: "Aldo Rebelo, deixe as florestas em paz". A petição está surtindo efeito e parece que o caro deputado está de uma certa forma bastante assustado com o resultando que ela está gerando. Nessa semana, eu, assim como todas as outras pessoas que assinaram a petição, recebemos um email do próprio deputado dando explicações e tentando sujar a imagem da ONG.
O email do deputado teve bastante repercusão, mas o feitiço voltou-se contra o feiticeiro. O email ao contrário de ajudar o deputado, piorou ainda mais a sua situação. Segundo o Greenpeace, "nas 24 horas após os envios do Aldo, mais de 3 mil pessoas assinaram a petição. Tantas outras começaram a enviar suas próprias respostas ao email de Aldo."
Além disso, outra peão entrou em jogo nessa semana. A ONG WWF-Brasil, se uniu ao Greenpeace e enviou milhões de emails para todas as pessoas cadastradas no site pedindo para que assinem a petição também.
Até esse momento quase 24 mil pessoas assinaram a petição, mas esse número precisa aumentar. O objetivo é alcarçarmos 50 mil, mas concerteza um número maior seria muito melhor. Participe! Assine a petição e faça parte dessa luta!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Deputado cria lei que permite tortura e sacrifício de animais em rituais religiosos

Em pleno século XXI, num país emergente, que busca sua autonomia e respeito mundial, convivemos com pessoas que insistem em manter os erros do passado e trasgredir os direitos daqueles que dependem de nós para defendê-los.

A barbárie é maior quando descobrimos, via Anda-Agência de notícias de direitos animais, que em nota publicada no último dia 19 de abril, informou que com essa lei os animais poderão ter olhos e dentes arrancados e cortados em vários pedaços para fazer um "Banho de Sangue", que é utilizado em sacrifícios nos rituais religiosos.Os animais que não servem mais para o ritual são mortos a sangue frio, consientes e sem qualquer anestesia.Pasmem!

Segundo a Agência de notícias, o deputado Edson Portilho(PT-RS) orquestrou uma manobra na votação, antecipando o horário da votação através de um chamado de urgência.No momento da votação não havia na Assembleia representantes dos animais.A "lei 282/2003" foi aprovada por 32 votos contra os animais e apenas dois a favor.

Em nosso país,para que uma universidade,uma laboratório de pesquisas ou uma equipe médica faça experimentos com animais ( cobaias), é necessário por lei criar e manter na área de pesquisa um comitê de ética animal, para acompanhar e garantir que os animais não sejam maltratados durante as experiêcias.

Independente do credo religioso e o respeito aos costumes de sua crença, barbáries como essa não podem ser aprovadas em plenário, contrariando uma Lei maior, que é garantia de vida e bons tratos para com os animais.Respeito os motivos religiosos em relação aos sacríficios,no entanto me sinto no direito de expor minha opinião: sou contra qualquer tipo de tortura e/ou sacríficio de qualquer espécie animal.Os tempos mudaram e provavelmente outros méodos poderiam ser adotados em tais cultos religiosos.

A ANDA resgatou a lei aprovada em 2003 e está divulgando uma campanha para que o deputado na consiga mais se reeleger, aproveitando o ano político.


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terça-feira, 4 de maio de 2010

Desperdício, mal desnecessário

Você sabia que nós, seres humanos, exploramos 30% mais recursos naturais do que o planeta pode restituir? Isto significa que, se continuarmos nessa toada, daqui a 50 ou 100 anos (no máximo!) a Terra não terá muito a nos oferecer em termos de água potável, minérios, alimentos e florestas. O motivo é nosso estilo de vida atual, que nos torna consumidores ávidos e mal acostumados. Esse desperdício é a base dos nossos problemas socioambientais.
Consumir deixa rastros e causa impactos globais. Isto porque tudo o que estamos acostumados a adquirir para o nosso conforto – de um palito de fósforo a um automóvel – passa necessariamente por um processo de produção que utiliza fartas quantidades de água limpa, energia elétrica e matérias-primas extraídas do planeta. O descarte de tantos produtos alimenta as montanhas de lixo.
O Instituto Akatu avalia que 1/3 de tudo o que compramos acaba no lixo. Dados do IBGE dão conta de que os brasileiros despejam nas lixeiras de suas residências diariamente 125 mil toneladas das sobras de suas compras. Somando com os restos deixados pela indústria e o comércio o total chega a quase 230 mil toneladas diárias. São números oficiais do ano 2.000 e acredito que hoje eles aumentaram muito, impulsionados pela prosperidade econômica do país.
Só o consumo responsável será a nossa salvação. Consumidor consciente é aquele que equilibra sua satisfação pessoal com a saúde ambiental do planeta. Trocando em miúdos: não consome mais do que precisa para o seu bem estar.
É nesse sentido que estamos aqui sempre batendo na tecla de que precisamos repensar comportamentos social e culturalmente arraigados (não é fácil, eu mesmo sinto isso na pele) para reduzir o consumo, reciclar, reutilizar, evitar o descartável, abolir de vez o desperdício e, principalmente, repassar esses princípios às crianças.
Acredite, gestos aparentemente banais como escovar os dentes mantendo a torneira fechada, desligar a lâmpada ao sair de um ambiente e não comprar compulsivamente vão fazer a diferença lá no final das contas.
Assim, criam-se hábitos saudáveis e adiciona-se simplicidade ao cotidiano. E o simples é sinônimo de descomplicado.

Fonte: Blog Sustentável na prática - Site Planeta Sustentável