sábado, 21 de novembro de 2009

Cidade Democrática: A internet a favor de uma cidade melhor

Já imaginou um espaço on line em que você possa apontar qualquer tipo de problema que observa na sua cidade e, pouco tempo depois, obter soluções para resolvê-lo? O administrador de empresas Rodrigo Bandeira, sim e, melhor ainda, colocou a ideia em prática.

O moço, que é diretor do Instituto Seva – uma entidade sem fins lucrativos que busca incentivar a participação cidadã –, criou o portal Cidade Democrática, que usa a internet como uma ferramenta colaborativa, em que cidadãos, ONGs, empresas e poder público podem trocar informações em prol de uma cidade com melhor qualidade de vida.

Pessoas de qualquer lugar do Brasil podem se cadastrar no site e postar problemas ou propostas para melhorar a cidade em que vivem. Vale de tudo: reclamar de um buraco na rua, sugerir mais ciclovias ou banheiros públicos em uma determinada região ou, ainda, denunciar um patrimônio público que esteja mal conservado.

A partir daí, através de tags, é possível descobrir outras pessoas on line que reclamam das mesmas coisas que você e, também, ONGs e candidatos que apresentam propostas para solucionar o seu problema. O site aposta que, desta forma, a partir de uma integração social, fica mais fácil mudar a realidade dos municípios.

Entenda um pouco mais sobre a iniciativa no vídeo abaixo.



O Cidade Democrática ainda está em versão beta, mas já conta com, aproximadamente, 500 participantes. E você, acredita na eficácia desse projeto?


Já me cadatrei no site e coloquei o problema de minha cidade: falta de árvores e áreas verdes.
Entre lá também e fale o problema de seu bairro ou de sua cidade em geral.
Participem! Quanto mais pessoas cadastradas melhor!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Crueldade atrás do riso.




Nós esperamos ir ao circo e ver o perfeito entrosamento do homem com as outras espécies de animais, em uma demonstração de parceria e respeito.Entretanto,por que esses animais,alguns gigantes ferozes,obedecem ao domador?
O que acontece com os animais nos bastidores supera qualquer má expectativa.Seu treinamento inclui dor,humilhação, fome e sede.O domínios desses animais selvagens é feito através do sofrimento.

De acordo com Henry Ringling North, em seu livro "The Circus Kings", os grandes felinos são acorrentados a seus pedestais e as cordas são enroladas em suas gargantas para que tenham a sensação de estares sendo sufocados.Os ursos tem o nariz quebrado durante o treinamento e suas patas queimadas, para força-los a ficar sobre duas patas.Numa entrevista com o Elephant Alliance, um ex-empregado do circo americano Ringling Bros relatou " era uma pequena, doce e inocente ursa marrom, que nunca machucou ninguém, mas de vez em quando ela dava problemas para se equilibrar na corda bamba.Então ela foi espancada com um longo bastão de metal até ficar gritando alto.Ela se tornou tão neurótica que passou a bater a cabeça em sua pequena jaula.Finalmente ela morreu".

É impossível ignorar o fato de que os animais usados em circos estão em ambientes totalmente anti-natural.São animais selvagens, grandes, que existem para viver em liberdade.Mesmo que suas vidas fossem rodeadas de amor e compaixão sua existência continuaria a ser miserável.Já que são confinados em jaulas pequenas e desoladoras, dormindo atrás de grades e sobre concreto.Essa realidade é muito triste para animais de porte grande e naturalmente ativos.
Os animais do circo trabalham por medo!
Os animais não humanos são nobres e dignos de respeito, falam outra linguagem por serem de de tribos diferentes da nossa.
Eles não fazem guerra, não matam por ódio e não assaltam por ganância.
Eles apenas querem viver pacificamente,sem fome, sem cativeiro,sem sofrimento e principalmente sem a exploração pelos humanos.
Outro lado sombrio dos circos é o que temos acompanhados nos noticiários, o ataque de animais que escapam de sua jaula.O que se pode esperar de um animal maltratado e muitas vezes privado de alimento?Quando isso acontece os animais são sempre sacrificados.

"Como fazer para conseguir a atenção de um elefante de 5 toneladas? -Surrei-o , eis como"

A tortura contra esses animais tem que acabar.O que vale mais, o seu entretenimento ou a vida deles?

CIRCO LEGAL, NÃO TEM ANIMAL

Tanque cheio de watts

O Brasil e o mundo se preparam para a era dos carros elétricos. Mas eles vão exigir nova infraestrutura de postos - nos quais seja possível recarregar energia elétrica, e não mais gasolina ou álcool. No futuro, quase todos os carros vão ser movidos a eletricidade de fontes solares, eólicas ou hidráulicas. Os veículos elétricos vão se deslocar em silêncio e sem escapamento. As importações de petróleo e as emissões de gases vão diminuir, assim como as névoas de poluição. Pelo menos é o que muita gente espera. Mas antes será preciso resolver problemas práticos. Por exemplo, onde é que esses carros vão se reabastecer?
No Brasil, há veículos elétricos da Fiat rodando em Itaipu, e São Paulo pode ser a primeira cidade a receber a novidade em escala. No mundo todo, entre 2010 e 2012, a indústria automobilística pretende colocar no mercado dezenas de modelos com baterias recarregáveis. Veículos híbridos, que contam com um motor a gasolina que começa a funcionar depois de 65 quilômetros rodados, terão de passar até oito horas sendo recarregados se plugados a uma tomada comum de 120 volts. Alguns modelos 100% elétricos, cujas baterias maiores permitem autonomia de 160 a 320 quilômetros, precisarão de dez a 12 horas para recarregar. As residências com circuitos de 220 volts reduziriam pela metade o tempo de tal tarefa - que poderia ser feita à noite, quando as tarifas são mais baixas. Mesmo assim, para que as pessoas adotem carros elétricos, é preciso que haja uma rede de postos acessível aos cidadãos que precisam recarregar o carro nas idas e vindas ao trabalho e aos que fazem viagens longas. "Não há como montar uma infraestrutura se não houver carros", diz o americano Art James, do Departamento de Transportes do Oregon. "Por outro lado, ninguém fabricará os carros se não houver uma infraestrutura."
Essa rede já começa a surgir mundo afora, sobretudo onde há empenho dos governos.
Em Israel, por exemplo, um país no qual a gasolina é cara e as distâncias são pequenas, a empresa Better Place instalou mais de mil postos - no próximo ano, ela pretende construir uma malha semelhante em San Francisco, na Califórnia. No esquema da Better Place, a empresa é dona das baterias de lítio-íon dos carros dos clientes. Esses clientes pagam uma taxa de recarga, mesmo quando o fazem em casa. Isso reduz em um terço ou mais o custo inicial do veículo, mas os clientes têm de comprar automóveis de fabricantes que aceitem usar as baterias da Better Place; até agora apenas a Renault-Nissan se dispôs a isso. No caso de viagens longas por estradas, a Better Place tem planos de construir postos de troca com robôs, que em poucos minutos substituiriam as baterias gastas por outras carregadas.
Outra possibilidade é o futuro como hoje, com os motoristas de vários tipos de carro utilizando diferentes postos. A Coulomb Technologies afirma que poderia instalar postos de recarga de alta velocidade, com sistemas de 440 volts, nos quais os viajantes se reabasteceriam em 20 minutos.
A escala dessa transição é assustadora, e vai exigir o envolvimento de governos e da indústria. Mas também são assustadores o preço elevado da gasolina e o aquecimento global. Segundo Art James, "tudo isso vai acontecer bem mais rápido do que se imagina".

Fonte: Revista National Geographic - Novembro de 2009

E você? O que pensa sobre os carros elétricos? Deixe sua opinião aqui.

domingo, 15 de novembro de 2009

4h por um copo de água

Que tipo de sacrifício você está disposto a fazer para tomar um copo de água? Possivelmente nenhum. Tem gente que fica com preguiça até de levantar do sofá para ir até a cozinha. E parece que para conseguir matar a sede basta o movimento mínimo de comprar uma água engarrafa qualquer. Mas só parece.

O fato é que a água está acabando em uma velocidade impressionante. Não é porque vivemos no “Planeta Água” que todo aquele azul que aparece nos mapas está disponível para consumo – você sabe disso. Agrotóxicos, contaminação do lençol freático e bilhões de litros de esgoto sem tratamento despejados no meio ambiente pioram a situação.

Pensando no agravamento da crise, os designers Kim Hyo Jin e Seol Ah Sun criaram o Savior Bud, um aparelho que deve ser anexado às folhas para recolher e armazenar a água da umidade natural delas. Assim, segundo os idealizadores, é possível conseguir um copo de água... a cada quatro horas.

Será que vai chegar o dia em que teremos de esperar tanto tempo para beber um copinho de água?

Leia também:
Maude Barlow alerta sobre a causa da água

Fonte: Blog Planeta Sustentável

Mande seu recado para o governo em um minuto

O mundo está em contagem regressiva para a COP-15, encontro que acontece de 7 a 18 de dezembro, em Copenhague e vai definir os compromissos de cada país para conter o avanço das mudanças climáticas. O Brasil é uma das nações que está no alvo das atenções da ONU e dos países desenvolvidos, já que, apesar de ser um país em desenvolvimento, ocupa o 4º lugar no mundo em termos de emissões de gases de efeito estufa.

Para que o acordo em Copenhague seja realmente efetivo e possa fazer diferença em relação ao clima, é muito importante que os chefes de Estado compareçam ao evento e assuma o papel de líderes climáticos – inclusive o Lula.

Por isso, a rede brasileira sobre mudanças climáticas, Observatório do Clima, iniciou a campanha 1 minuto pelo clima. Se você quiser deixar um recado para o governo brasileiro sobre o que espera deles durante a COP-15, basta produzir vídeos de 1 minuto e postar no Youtube com a tag 1minutopeloclima. Eles aparecerão automaticamente no site da campanha.

O vídeo pode ser feito com celular, filmadora ou webcam. O mais interessante é que os depoimentos realmente serão encaminhados aos representantes do governo.

Na sua opinião, que compromissos o Brasil deve assumir na Copenhague?

Veja o site 1 minuto pelo clima.

Fonte: Blog Planeta Sustentável

Encontrei esse video do Marcos Palmeira quando estava fuçando no site. Veja também os outros videos que estão no site da campanha, clicando aqui.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Parem de Jogar com o Nosso Clima

A Campanha TicTacTicTac gostaria de convidar você a participar de uma ação muito especial. O relógio está correndo e temos pouco tempo para evitar uma catástrofe ambiental e social. Com o intuito de chamar a atenção do Presidente Lula, da Ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e de todos os tomadores de decisões que se reuniram nesta segunda-feira, 09, no auditório do Banco do Brasil, em São Paulo, para encontro com o Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), a campanha TicTacTicTac realizou diversas manifestações em frente ao local da reunião, na Av. Paulista.
A ação foi a oportunidade de mostrar ao Governo que queremos um compromisso com força de lei internacional e não uma carta de boas intenções. Na atividade formal, o coordenador executivo da campanha TicTacTicTac, Aron Belinky, entregou um abaixo-assinado simbólico, com reivindicações de 38 entidades da sociedade civil e dezenas de milhares de assinaturas, a Lula e aos seus representantes. A atividade realizada em frente ao Banco do Brasil recolheu mais de 500 assinaturas para o abaixo-assinado da campanha
Durante a atividade na Av. Paulista, a Campanha TicTacTicTac apresentou a sociedade a Charge Parem de Jogar com o Nosso Clima. A ilustração produzida por Roberto Negreiros foi produzida exclusivamente para a campanha, e tem finalidade chamar a atenção para a importância de um acordo justo, ousado e de força de lei em Copenhague durante a COP-15, entre os dias 7 e 18 de dezembro.

O encontro de Copenhague está cada vez mais próxima e nessa reunião algo tem que ser feito para o planeta. Isso depende muito de todos nós. Acompanhe todas as notícias, reportagens, avisos e videos da campanha nos links abaixo.
Nossa voz só será ouvida em Copenhage se nos unirmos e lutarmos para que alguma resolução concreta seja tomada pelas representates de todos os paises.

Mídias Sociais


Vídeos da TicTacTicTac

Dia Internacional da Ação Climática 24/10:
"Relógio" - com Cauã Reymond, apoio Oxfam:
"Adaptação" - animação feita pela Y&R :
"100 dias para Copenhague- Parque Ibirapuera-SP":
Hora de Acordar global:
As Loucas de Pedra Lilás na Hora de Acordar:
www.youtube.com/watch?v=ocCibVmrEPc

Fotos da TicTacTicTac

Fotos da ação do dia 09.11 na Av. Paulista - http://www.flickr.com/photos/manifestacaotictac/

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A agonia das aves por trás da indústria de travesseiros,jaquetas e edredons à base de penas de animais.


A blogueira do site ativista de direitos animais Change.org, Stephanie Ernest, escreveu um texto relembrando o sofrimento de gansos e patos que têm suas plumagens arrancadas regularmente durante sua curta vida. Essas penas macias, das quais as aves precisam, terminam em travesseiros, edredons e jaquetas e são arrancadas à força de animais destinados a uma morte violenta.

Apesar de o tema não receber tanta atenção quanto as peles, couros e lã, recentemente o assunto tem recebido destaque entre alguns ativistas. O empreendedor e ativista vegano americano Ari Solomon recentemente publicou um artigo no megablog Huffington Post sobre o assunto em resposta a um postcast sobre o mesmo tema. E um vídeo postado no Youtube mostra uma ave tendo sua plumagem arrancada violentamente. A expressão de dor do ganso quando ele finalmente é liberado das mãos de seus algoz é inconfundível.

Em seu texto, Ari lembra que as penas das aves não caem simplesmente delas e são coletadas por humanos. "Existem dois modos de arrancar penas de uma ave: quando ela está viva ou quando está morta. A industria de penas considera as das aves vivas melhores e por isso gansos e patos têm suas penas arrancadas três ou quatro vezes por ano. Isso acontece desde a sua décima semana de vida até completar quatro anos, para depois serem mortos por sua carne. Patos e gansos que vivem livres têm uma expectativa de vida de 12 a 15 anos."

Eles sofrem durante uma vida marcada por traumas, dor e sofrimento, até o momento do seu abate brutal. A exploraçao e abuso de animais por sua lã, penas, leite e ovos, bem como o assassinato de animais por sua pele estão todos relacionados à morte de animais que são convertidos em comida. Se você não come animais, mas compra esses produtos também está contribuindo para o processo de exploração.

Você continua criando demanda e financiando o assassinato desses jovens animais. O assassinato de animais para comida não dá lucro apenas porque as pessoas compram sua carne e leite - mas também porque as pessoas compram outros produtos e subprodutos dessas industrias. Qualquer que seja o motivo pelo qual os animais são inicialmente explorados, eles sempre são abatidos no final.

Procurando uma alternativas, existem os travesseiros, jaquetas, cobertores com outros materiais que não dependem do sofrimento e da morte dos animais, feitos de fibras de garrafas pet recicladas, fibras de bambu e os convencionais.

Abaixo segue o vídeo comentado.



Passe um dia sem carne


O que os brasileiros comem no dia a dia? Você ficaria sem "misturas" uma vez por semana? Motivos há de sobra para atender a esse convite. A intenção é incentivar as pessoas a deixarem de consumir carne ao menos uma vez por semana. A ideia é boa para a saúde pessoal e para a do planeta.
Uma campanha da Sociedade Vegetariana Brasileira - também adotada pela Prefeitura de São Paulo - quer estimular esse hábito. Ao diminuir o consumo de carne, reduz-se, ao mesmo tempo, o desperdíco de água, o desmatamento, a desertificação, a extinção de espécies, a destruição de hábitats e até de biomas inteiros. A pecuária é responsável pela emissão de cerca de 17% dos gases de efeito estufa do planeta. Mais da metade da produção mundial de alimentos é destinada à ração para animais de abate.
Hoje se mata, em cerca de 15 dias, o mesmo número de animais que eram abatidos em um ano na década de 1950 - dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). Esses animais levam uma vida de sofrimento, medo e privação. Muitos ficam confinados em lugares minúsculos, sem poder nem sequer mover a cabeça. Os métodos de criação e abate são cruéis.
Uma dieta sem carne favorece a prevenção de doenças crônicas degenarativas, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, colesterol elevado, diversos tipos de câncer e diabetes, segundo a Assossiação Dietética Americana. A redução das carnes, com consequente aumento do consumo de feijões, frutas, cereais ( de preferência integrais), legumes e verduras é preconizada pelo Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde. Esses alimentos devem, em conjunto, fornecer de 55% a 75% do total de energia diária da alimentação.
A campanha é um convite para repensar nossa alimentação cotidiana, muitas vezes pobre em nutrientes pelo simples desconhecimento da variedade de hortaliças e verduras disponíveis. O consumo de comidas prontas, fast food ou similares, facilitou a vida altamente urbanizada dos grandes centros, diminuindo o tempo gasto com a preparação de alimentos. O preço de tudo isso é refletido em nossa saúde e também nas experiências de sabor que perdemos. Sobram alimentos prontos, enlatados, cheios de conservantes, todos com gosto parecido, muitas vez elaborado sinteticamente. A padronização dos temperos, a restrição das experiências do paladar, o consumo desenfreado e a excessiva praticidade desses alimentos também sugerem o questionamento de como estamos gerenciando nossa saúde e de que maneira estamos educando as próximas gerações para hábitos alimentares mais seguros.

Texto de Eduardo Jorge, secretário do verde e do meio ambiente da cidade de São Paulo, retirado da revista Galileu de Novembro de 2009.