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domingo, 17 de janeiro de 2010

Você faz parte da luta, arregace as mangas e mude suas atitudes!


Não penso que a saída para a humanidade seja o retrocesso, ou seja, voltar ao uso de costumes antigos, evitando as vantagens dos frutos tecnológicos, mas sim na junção de tecnologias mais limpas e eficientes com a conscientização planetária dos seres humanos.
Não adianta apenas querer mudar as taxas de emissão de gases estufa, enquanto às pessoas continuam tendo atitudes irracionais e impactantes em seu cotidiano. Não cabe somente aos governantes, industriais, empresários carregar a cruz de lutar pela qualidade ambiental, através da sustentabilidade, mas a cada cidadão, independente da idade, classe social, etnia, estudo.

Não adianta se fingir de ambientalmente correto, e continuar desperdiçando água em seus banhos, torneiras; continuar a deixar seu lixo depositado na areia das praias, pelas ruas e calçadas, em todos locais, exceto nas lixeiras.

Segundo Samuel M. Branco, o ser humano está para os ecossistemas naturais como um parasita está para organismo são sobre o qual ele exerce sua ação parasitária. Duas coisas eu me pergunto diante dessa afirmação: todos os seres humanos se comportam como parasitas? Já que o planeta (o hospedeiro) é utilizado pelo homem sem dar um retorno positivo, ou seja: serve de fonte de alimento, sobrevivência para os seres humanos (os parasitas) que oferecem em troca: resíduos, impactos negativos? E a mudança de atitudes e de consciência não mudariam essa relação parasitária para uma relação harmônica?

Realmente, diante de tantas catástrofes atuais, nota-se que não há tempo para reflexões, mas sim para ações concretas e eficientes de todos os atores sociais, incluindo você.

Pense nisso! Feliz 2010!

Érica Sena


Artigo retirado do blog da Érica, o Pensar Eco

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Passe um dia sem carne


O que os brasileiros comem no dia a dia? Você ficaria sem "misturas" uma vez por semana? Motivos há de sobra para atender a esse convite. A intenção é incentivar as pessoas a deixarem de consumir carne ao menos uma vez por semana. A ideia é boa para a saúde pessoal e para a do planeta.
Uma campanha da Sociedade Vegetariana Brasileira - também adotada pela Prefeitura de São Paulo - quer estimular esse hábito. Ao diminuir o consumo de carne, reduz-se, ao mesmo tempo, o desperdíco de água, o desmatamento, a desertificação, a extinção de espécies, a destruição de hábitats e até de biomas inteiros. A pecuária é responsável pela emissão de cerca de 17% dos gases de efeito estufa do planeta. Mais da metade da produção mundial de alimentos é destinada à ração para animais de abate.
Hoje se mata, em cerca de 15 dias, o mesmo número de animais que eram abatidos em um ano na década de 1950 - dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). Esses animais levam uma vida de sofrimento, medo e privação. Muitos ficam confinados em lugares minúsculos, sem poder nem sequer mover a cabeça. Os métodos de criação e abate são cruéis.
Uma dieta sem carne favorece a prevenção de doenças crônicas degenarativas, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, colesterol elevado, diversos tipos de câncer e diabetes, segundo a Assossiação Dietética Americana. A redução das carnes, com consequente aumento do consumo de feijões, frutas, cereais ( de preferência integrais), legumes e verduras é preconizada pelo Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde. Esses alimentos devem, em conjunto, fornecer de 55% a 75% do total de energia diária da alimentação.
A campanha é um convite para repensar nossa alimentação cotidiana, muitas vezes pobre em nutrientes pelo simples desconhecimento da variedade de hortaliças e verduras disponíveis. O consumo de comidas prontas, fast food ou similares, facilitou a vida altamente urbanizada dos grandes centros, diminuindo o tempo gasto com a preparação de alimentos. O preço de tudo isso é refletido em nossa saúde e também nas experiências de sabor que perdemos. Sobram alimentos prontos, enlatados, cheios de conservantes, todos com gosto parecido, muitas vez elaborado sinteticamente. A padronização dos temperos, a restrição das experiências do paladar, o consumo desenfreado e a excessiva praticidade desses alimentos também sugerem o questionamento de como estamos gerenciando nossa saúde e de que maneira estamos educando as próximas gerações para hábitos alimentares mais seguros.

Texto de Eduardo Jorge, secretário do verde e do meio ambiente da cidade de São Paulo, retirado da revista Galileu de Novembro de 2009.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Blog Action Day: A esperança de mudança


Precisamos mudar! Esse é o principal objetivo que devemos ter em mente no momento atual.
Temos a noção de que estamos destruindo o nosso planeta, mas até pouco tempo atrás nada era feito, muito pelo contrário, ninguém nem se preocupava com isso.
Não estou escrevendo esse texto para relembrar todas as consequências que vão surgir se não mudarmos o nosso modo de conviver com o planeta. Isso, acho que todo mundo já sabe. Claro, muitos ainda não aceitam, mas todos já sabem.
Na minha opinião, o mundo mudou. Pouco mais mudou. Atualmente, as pessoas estão dando mais importância para o nosso planeta. Estão mais conscientes. Posso estar engando, mas é isso que estou vendo cada vez mais. O número de pessoas que se dedicam a ações ambientais aumentou muito, as empresas estão cada vez mais indo para o lado sustentável, os movimentos em prol do meio-ambiente se multiplicam....
O mundo está mudando! O mundo está mais consciente! Utopia? Não, tomará que não.
Mas muito ainda precisa ser feito. Precisamos além de limpar a nossa antiga metalidade do "use e descarte", fazer uma "faxina" em todos os estragos que fizemos no passado. A mudanças tem que partir de cada pessoa, de todos os lugares do mundo. Impossível? Provavelmente muitas pessoas devem ter dito que o Blog Action Day seria impossível de se realizar e seria um fracasso. Mas estamos aqui hoje, dia 15 de Outubro, em um movimento que está reunindo 8683 Blogs, 148 países e mais de 12 milhões de pessoas.
O Blog Action Day é um sucesso, pessoas de todo o mundo se uniram em favor da nossa Terra. A união para a mudança é possível! Vamos lutar pela mudanças. Vamos lutar por um mundo melhor!

domingo, 13 de setembro de 2009

Declaração Budista sobre Mudanças Climáticas

A espiritualidade budista diz que um dos maiores desafios dos seres humanos é se livrar da ilusão de que somos seres separados uns dos outros, conceito que, aliás, casa muito bem com a ideia de sustentabilidade. “Precisamos nos dar conta de que a Terra é nossa mãe e também nosso lar”, é o que diz a Declaração Budista sobre Mudanças Climáticas.

O documento, que está no site Ecological Buddhism, propõe diversas mudanças de atitude para enfrentarmos o desafio do aquecimento global e está aberto a assinaturas – até agora já são mais de 5 mil – não apenas da comunidade budista, mas de todos os que estão preocupados com o assunto.

A declaração, cujo título é “A hora de agir é agora” tem o reconhecimento de Dalai Lama, que escreveu uma carta de aprovação às questões colocadas pelo texto budista durante a 14ª COP – Conferência das Partes, da ONU, que aconteceu em dezembro do ano passado, em Poznan, na Polônia.

Sua Santidade afirmou que nossa maior responsabilidade, hoje, se refere ao grande estrago que fizemos ao clima durante o crescimento da civilização humana e chama atenção para a quantidade de eventos climáticos extremos que estamos presenciando nos últimos tempos, como o derretimento sem precedentes do gelo no Ártico e das grandes geleiras do Tibete.

Tanto Dalai Lama quanto a Declaração são claros ao afirmar que a concentração de carbono na atmosfera precisa ser reduzida a 350 ppm, quantidade máxima recomendável pelos cientistas. Atualmente, essa concentração já chega a 387ppm e aumenta cerca de 2 ppm por ano. “É urgente tomar as atitudes corretas para garantir um futuro climático seguro para as próximas gerações de seres humanos e de outras espécies”, escreveu o lama.

Fonte: Blog da Redação - Planeta Sustentável

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Frans Krajcberg: uma vida de luta por um mundo melhor


Da destruição surge a beleza. O renascimento de algo considerado morto. É isso o que nos prova o artista plástico polonês Frans Krajcberg.
Frans, agora com 88 anos, já passou por muita coisa em sua vida. Atravessou duas guerras. Perdeu toda a sua familia. E chegou ao Brasil em 1950, fugindo do holocausto. Fugindo da guerra se deparou com outro problema: a destruição da floresta. Aqui, logo quando chegou, começo a lutar contra a devastação. Nos quase sessenta anos que está no Brasil, já denunciou queimadas no Paraná, a exploração de minérios em Minas Gerais, o desmatamento da Amazônia e defendeu as tartarugas de Nova Viçosa, cidade do sul da Bahia onde atualmente mora. Além disso, também ficou na frente de um trator para evitar a construção de uma avenida em sua cidade. Um exemplo de luta em ajuda ao meio-ambiente.
Depois da guerra e com sua chegada ao Brasil, Frans se escondeu, no ínicio, nas motanhas. O artista vivia sem conforto, a barba por fazer, tomava banho no rio e trabalhava sem parar. "Eu não suportava viver depois da guerra. Foi muito brutal para mim. Fiquei sozinho no mundo. Toda a minha família foi morta. Não tenho parente, não tenho nada." Mas independente de tudo o que passou encontrou sua felicidade quando conheceu a natureza brasileira. "Ela me salvou. Sorria para mim e nunca perguntava de onde eu vinha ou que religião eu tinha. Foi quando descobri a vida."
Frans vive há 30 anos em uma casa feita sobre um tronco de pequi, a 7 metros do chão, em seu sítio a beira-mar em Nova Viçosa. Em um lugar ladeado por mangues e Mata Atlântica, o artista cita a importância de aproveitar o instante e saber olhar para as coisas. "Um dia nunca é igual ao outro", diz.
Krajcberg se tornou conhecido mundo afora ao modelar árvores derrubadas, troncos e galhos aparentemente sem vida, que juntamente com sua critividade e habilidade, renascem em belas esculturas. Suas esculturas mostram que por mais que o homem a destrua, a natureza nunca está morta. "Quero que minha obras sejam um reflexo das queimadas. Por isso, uso as mesmas cores: vermelho e preto, fogo e morte", diz ele em protesto do que chama de barbárie do homem contra o homem e do homem contra a natureza.
Em relação à arte, o artista diz que a missão dela é acompanhar a evolução do homem e se não faz isso está servindo apenas ao comércio. "A arte como conhecemos hoje, é feita para o mercado. Não se fala em estilo, linguagem, mas apenas em valor."
Um amante da fotografia, Frans acorda cedo em seu sitio e sai fotografando flores. "É a fotografia que está nos apresentando a degradação ambiental da Terra. É algo que o cinema, por exemplo não fez. Nem a pintura.", diz. Tanto é verdade, que vemos vários fotográfos dedicando muitos trabalhos especialmente ao desmatamento da Amazônia, como o fotografo Rodrigo Baleia, Adriano Gambarini, entre outros. "O que temos hoje? Uma revolução tecnocientífica, um vazio político absoluto e, pela primeira vez na história, uma preocupação com a saúde do planeta. Esse é o tema urgente do século 21, mas até agora esquecido pela arte. A única arte sintonizada com ele é a fotografia."
O tipo de arte feito por Frans e sua dedicação com relação às floresta - não apenas em relação a vegetação, mas também aos índios e a cultura que encontramos nas regiões atingidas pelo desmatamento - pode ser explicado por dois acontecimentos marcantes de sua vida. Antes de chegar ao Brasil, Frans lutou durante quatro anos e meio como oficial do exército durante a guerra. Quando chegou a Polônia com o exército russo, libertou um campo de concentração cheio de húngaros. Mas entrando no campo, viu três motanhas de lixo: "eram homens empilhados para serem queimados no crematório", conta ele. Anos depois, já no Brasil e viajando pela Amazônia, no alto do rio Juruema, no Mato Grosso, ele observou nuvens de urubus. "Aproximei-se com o barco, entrei na floresta, fechei os olhos e fiz uma foto. Eu jamais havia visto cena tão bárbara: seis índios pendurados numa árvore, com centenas de urubus ao redor. Fiz a foto com os olhos fechados."
Diante de tais acontecimentos, vemos que Frans encontrou em sua arte - que usa restos de árvores de locais que foram queimados e desmatados - um modo de se expressar. Em uma entrevista ele disse: "Com tudo que aconteceu diante de mim, que tipo de arte me resta fazer? Pintar flores para senhoras? Ou mostrar esse barbaridade, essa destruição, de modo a alertar sobre a salvação de uma floresta, a Amazônia, de que o planeta tanto precisa? Ela está sendo destruida como fizeram com a Mata Atlântica!".
Entrando agora no assunto pelo qual Frans mais luta - a preservação das florestas - percebemos como o artista é lutador e corajoso. Com suas esculturas ele mostra a realidade de nossas florestas, dos índios e dos problemas ambientais, tão discutidos atualmente. Mas com relação a essa crescente discussão ele esclarece: "O ambientalismo é uma moda, uma tendência. O conceito agora é: salvar a natureza mas também explorá-la. Investidores estrangeiros estão comprando terras na Amazônia com objetivos desconhecidos. Ninguém questiona. Este é o ponto sempre: lucrar individualmente. O país vai ser destruido ao plantar soja transgênica para vender à China para ela alimentar porcos enquanto nosso povo tem fome. É justo isso?"


A destruição e a exploração do planeta chegou a um ponto extremo, que não dá mais para continuar. Não podemos mais viver baseados no sistema vigente de compre, descarte, compre outro novo; explore ao máximo e polua sem ver as consequências. Esse é um sistema falido. Segundo Frans, " o homem deve parar de explorar petróleo, de aquecer a atmosfera, antes que seja tardes de mais". É uma verdade. Por mais que ela seja dura. "O planeta Terra está na UTI. A temperatura está aumentando", completa ele.
Outro grande problema atualmente também é com relação aos índios. Nós roubamos os lugares onde eles viviam, estamos destruindo os que ainda restam e já destruimos grande parte de suas culturas. E Frans está muito correto em dizer que "geralmente esquecemos de que nas florestas existem brasileiros, cidadãos que são queimados, desalojados, excluídos. Em Porto Velho, em Rondônia," - conta ele - "vi índios morando na rua, pedindo esmolas, por que foram desalojados de sua terra. Precisamos deixar os índios viverem a vida deles, sem interferência. Eles são os habitantes legítimos desse país."
Frans Krajcberg, uma pessoa que mesmo passando por tudo que passou, não desanimou de viver e descobriu algo muito mais importante: ajudar sempre! Não importa que seja uma planta, um animal ou uma pessoa. Todos tem a mesma importância no nosso grandioso planeta Azul.

"Como posso gritar? Se grito na rua, vão me levar ao hospital como doido. Eu gostaria de mostrar as três motanhas de corpos do campo de concentração, mas não tenho essa foto, ou botar a imagem da árvore com os índios na exposição que fiz em São Paulo. Mas isso não consigo. Então, trouxe comigo pedaços de árvores, que o fogo deixou, unidos em escultura. É o único grito que posso dar, para mostrar minha revolta contra uma sociedade que só sabe exibir brutalidade do homem com a vida. Está na hora de parar com isso."

Referência: Revista National Geographic Brasil - Seção "Vozes" (Edição 106 - Janeiro de 2009)
Site Planeta Sustentável

Notícias e reportagens sobre Frans Krajcberg:
Frans Krajcberg ganha Pavilhão no Parque do Carmo

A morte na vida e na arte
Frans Krajcberg: revolta em forma de arte

Frans Krajcberg critica o vazio artístico

Frans Krajcberg: natureza inquieta
(Reportagem da National Geographic, disponibilizada no site Planeta Sustentável)

sábado, 18 de julho de 2009

Quem disse que problemas ambientais é coisa só para gente grande?


Sonhador! Sim, é isso! As pessoas que tentam mudar o mundo atualmente são chamadas por muitas pessoas de sonhadoras. Outras vezes de irrealistas, idealistas...
Sonhador? Irrealista? Será?
Quem disse que ter esperança em um mundo melhor é ser irrealista? Quem disse que achar que pode mudar o mundo é ser sonhador? Quem disse que tudo isso é apenas um sonho? Quem disse que não é real? Quem disse que não pode se tornar real? Quem? Quem? Quem?

Achei que as mudanças iriam começar com a iniciativa dos adultos. Era a conclusão mais lógica que podia chegar. Eles são os que mais tem experiência de vida, são os que tem grandes cargos, grandes cursos, grande conhecimento...
Achei que chegaria um dia em que eles escolheriam a mudança. Achariam mudanças e lutariam para modificar as coisas que não estão legais atualmente. Esse era o meu sonho! Achei que todos os adultos acordariam para mudar o nosso mundo! Mas apenas alguns poucos começaram essa tarefa.
Mas....Sonhos nunca são destruídos, apenas que você permita.
Os adultos estavam muito preocupados em seus trabalhos. Estavam muito preocupados em sustentar a casa, mesmo que para isso seja necessário ver sua família apenas 2 horas por dia. Estão muito preocupados com as suas ações na bolsa, com os juros da poupança, com o tempo que nunca é o bastante. Eles tem os seus problemas, não devia então incomodá-los com o meu sonho. Seria egoísta ao fazer isso.
Mas meu sonho não foi destruido. Modifiquei-o, mas eles continuou com o mesmo objetivo. Mudei apenas os personagens. Invés de adultos, entraram crianças e jovens. Sim, a parte mais jovem da sociedade.
Percebi que um sonho só pode se tornar realidade quando o sonhador está perto dos que também tem a coragem de sonhar.
Encontrei junto dos novos personagens, novos sonhadores. Mas sonhadores lutadores! Nós queremos a mudança e nós lutaremos por ela.

Agora muitos devem estar me chamando de louco. Antes era sonhador. Hoje fui promovido a louco. Sim ,legal!
Só porque são os jovens e as crianças que agora lutam pelo nosso planeta Terra, não siginifica que o nosso sonho não se tornará realidade.
Segue-se agora um texto escrito por uma criança de 9 anos, e que me deu energias para escrever essa introdução. Peço desculpa aos adultos que são sonhadores pois vocês também fazem parte da mudança que logo ocorrerá. Os adultos referidos acima (e que ainda tenho esperança que também se tornarão sonhadores) concerteza NÃO são vocês.
Sonhadores ou loucos, estaremos sempre unidos e lutando. A esperança nunca morre. Não a nossa!

O texto é um dialógo entre um beija-flor e o escritor, sobre o mundo atual. Foi um texto escrito por uma criança, então caso pareça meio infantil é porque ele é.... meio infantil :D




A Terra azul


- A Terra que beleza, mas por que está assim? A água, olha só! O que é isso, escritor?
- Banana, lixo, cascas de frutas, cadeiras, mesas quebradas. Nossa o que é isso, um cachorro?
-Mas o que é isso?
-A poluição, meu amigo beija-flor.
-O que é isso, escritor?
-As pessoas que não ajudam o meio ambiente ser limpo e jogam sujeiras, lixos e outras coisas.
-Nossa que fumaça, escritor.
-É a queimada, beija-flor.
-O que é isso?
- A queimada é o fogo queimando as árvores e além disso, poluindo muito.
-Mas como? Eu e meus amigos não vamos mais poder voar?
- Claro que vão, porque um dia eles vão entender o que Deus quer e São Francisco vai te proteger.
- Agora sim estou mais calmo.
-Não se preocupe, beija-flor.
-Nossa, que luz forte!
-É o sol. A coisa que os homens não podem fazer nada para destruí-lo.
-Então não podemos viver sem a água, as plantas, o ar e o sol.
-Sim ,senhor. Mas não é todo lugar que é assim destruído. Existem lugares maravilhosos, onde as pessoas tem consciência das coisas de Deus e não destroem.
Faça sua parte assim teremos um mundo melhor!

Palavras de uma criança!

sábado, 11 de julho de 2009

Bernardo Toro vislumbra um novo mundo em construção


O filósofo e educador colombiano defende que o cuidado, as relações ganha-ganha e o respeito devem transformar as relações humanas e nos levar a uma era mais feminina. A resposta não está na educação, mas, sem ela, nenhuma mudança será possível.


O colombiano Bernardo Toro é filósofo, educador e assessor da Presidência da Fundação AVINA. Ao contrário do que se poderia supor por seu currículo, ele não acredita que a Educação por si só seja a saída para os problemas do mundo, como tantos políticos, especialistas e o próprio senso-comum costumam afirmar.

Toro diz que nossa contradição está no fato de que, ao mesmo tempo em que começamos a nos reconhecer como uma mesma espécie, também criamos todas as condições para o nosso próprio desaparecimento e estamos conscientes – pela primeira vez em nossa história – de que podemos mesmo ser banidos da superfície do planeta.

Para o educador, só poderemos superar este paradoxo com o desenvolvimento de três valores:
- aprender a cuidar,
- a estabelecer relações ‘ganha-ganha’ e
- a respeitar.

“Ou aprendemos a cuidar, ou pereceremos”, diz Toro. Ele afirma que o cuidado é o paradigma central dos novos valores e perpassa não apenas questões emotivas ou relacionadas à espiritualidade, mas também a segurança pública, saúde, comunicação e educação.

O mundo atual também não comporta mais as relações em que apenas um lado ganha. A opinião de Toro é que é possível aumentar a riqueza e a igualdade em termos políticos, econômicos, sociais e culturais. Para isso, deveríamos produzir apenas “bens úteis, que contribuam para a dignidade humana, com alta qualidade e durabilidade, para não desperdiçar energia nem gerar tanto lixo”.

Por respeito, Toro entende “o reconhecimento do outro como um legítimo outro. Não é suficiente tolerar”. Ele diz ainda que, qualquer pretensão de verdade é o que conduz o ser humano à violência e que a hospitalidade é fundamental em um mundo onde 360 milhões de pessoas vivem fora do país onde nasceram. Para Bernardo Toro, está na hora de aprendermos a aproveitar as oportunidades de encontro e aprender a escutar.

Foi exatamente isso o que fizemos: o Planeta Sustentável esteve com ele durante o Fórum Internacional de Comunicação e aproveitou o encontro para ouvir o educador.

Você afirma que o ser humano, lentamente, vem se dando conta de que é uma espécie. Qual a importância disso para as nossas relações e o futuro da humanidade?
Todo problema da espécie humana é um problema de autopercepção como espécie. Historicamente, vivíamos em clãs e um grupo distinto era sempre visto como algo ameaçador. Nos últimos anos, com o aparecimento de aviões que transportam várias pessoas, a diminuição do custo das passagens aéreas, o surgimento do rádio, da televisão, das revistas e da internet, começamos a perceber nossas semelhanças com outros povos.

À medida que assistimos mais e mais programas de TV que mostram, por exemplo, como vivem os Maasai, da África, começamos a comparar a forma de viver deles com a nossa, e percebemos que eles pensam o mesmo, sentem o mesmo e esperam o mesmo da vida.

Quando todos forem capazes de, mesmo sem conhecer o outro, reconhecer que eles são como nós, vamos nos converter em uma espécie. O maior indicador de que um grupo de vertebrados superiores é uma espécie é o fato de não serem capazes de agredir aos congêneres. Ninguém mata conscientemente outro de sua espécie, porque isso é ferir a própria carne. Se ainda nos agredimos e nos matamos, ainda há um caminho muito grande a ser percorrido.

Esse entendimento muda completamente a maneira como nos organizamos...
Muda completamente nossa forma de estar no mundo. Veja a América Latina, temos a mesma colonização, a mesma mestiçagem e é muito difícil ver a diferença de um país a outro. No entanto, não somos capazes de nos constituir como um continente. Fomos formados para não reconhecer o outro e para não querer ser como somos. Temos que apreciar mais a França do que a Bolívia, ou mais os Estados Unidos, a Europa, que o Equador ou o Peru.

O primeiro passo é nos reconhecermos como espécie e, para isso, é preciso respeito e admiração. Assim, todas as cooperações são confiáveis, há fidelidade nas promessas, transparência nas conversas, declarações sinceras e escuta sem preconceitos. Quando uma sociedade é capaz de se escutar, as fronteiras ficam em segundo plano e todos os problemas podem ser solucionados, pois os interesses particulares é que os criam.

Um dos valores que você enumera como fundamentais para a transformação da humanidade é o cuidar. Por que ele é tão importante?
Em 1968, quando Apolo 9 tira a primeira foto da Terra, vista de cima, o ser humano toma consciência de três coisas: que a Terra está sozinha no espaço, não há nada por perto, que não há limites entre um país e outro e que esta é a nossa casa.

Nos anos 1980, 1990, temos notícias de que a nossa casa está queimando. Antes, como não tínhamos a visão do planeta, ele nos parecia grande demais, mas nos demos conta da finitude desta ‘bolinha pequenina no espaço’: a água, o ar, as espécies e a própria Terra são finitos. E queremos que esse finito dure muito tempo ou se renove de alguma maneira, para isso, o cuidado é fundamental. Estamos chegando ao final de uma época em que acreditamos que ganhar, dominar, extrair, consumir e vencer é importante, mas quase ninguém valoriza o cuidado, a preservação e a recuperação.

Pelo que você diz, a tendência do mundo é se tornar mais feminino.
Os grandes valores machistas estão chegando ao fim. À medida que a sociedade se institucionaliza, a força vale menos. No futuro haverá um mundo de mais encontro, ternura, intimidade e cuidado. Chegou a hora de os valores femininos voltarem ao mundo. E quando houver mais reconhecimento desses valores, as mulheres vão formar as próximas gerações de homens com outra lógica, homens que estabeleçam mais vínculos, que sejam mais companheiros e tenham mais tempo para os filhos.

O cuidado sempre existiu, mas era uma virtude feminina. As profissões de cuidado eram para mulheres, por isso se tornou uma virtude doméstica e não pública. Hoje, esse cuidar vai mudar a forma como lidamos com a ciência, com as profissões e, cada vez mais, os projetos futuros serão projetos de cuidado.

A educação pode ser um meio para alcançarmos esse novo contexto?
A educação é necessária, mas não suficiente. É muito perigoso acreditar que a educação por si mesma pode gerar uma mudança e é muito importante saber que nenhuma mudança pode ser feita sem a educação.

Por exemplo, medicina para todos não é algo viável em nenhuma sociedade, mas saúde para todos é possível em qualquer uma. Saúde é um problema de educação e comportamento. Só um país que garante saúde a todos, pode oferecer medicina para quem necessita. Se ensinarmos as quatro milhões de crianças brasileiras que estão, hoje, no Ensino Fundamental, a lavarem as mãos, por exemplo, poderíamos prevenir 80% das doenças infecto-contagiosas no país.

Para os políticos, é muito fácil dizer que vamos mudar o país pela educação e não tomar as decisões necessárias. Sem uma proposta de transformação, a educação não serve para nada, não chega a nenhum lugar. Se não há um projeto ético, político, de educação, de comunicação e de arte, seguindo na mesma direção, é muito difícil mudar a realidade. O que provoca mudança é a forma como vemos o mundo e o sentido que damos às coisas.

De que maneira a escola pode contribuir com essa transformação?
Todos adquirimos os hábitos e os valores dos adultos que nos rodeiam, especialmente quando somos crianças. A escola deve ser um lugar não de “proteção do medo”, mas de “cuidado”, que começa pela linguagem. Pesquisas mostram que sentir-se seguro é um fator de rendimento escolar. A criança precisa sentir que ninguém vai tomar suas coisas, que ninguém vai gritar com ela, que ela não vai ser maltratada ou deixada de lado, que se fizer uma pergunta não será julgada ou criticada. Assim, ela vai entender a mensagem de cuidado e passa a lidar com os livros, o espaço, a comida e as relações de maneira cuidadosa. O cuidado deixa de ser um conceito e se transforma em uma forma de vida.

Esse é um modelo que também pode ser levado para fora dos muros da escola?
O modelo fora da escola é uma sociedade que tenha bons indicadores de desenvolvimento humano, com políticas públicas para que todos tenham educação formal, saúde e transporte de qualidade e boa representatividade. Os países europeus aprenderam muito sobre cuidado, mas nós (da América Latina) ainda temos questões a enfrentar como a violência doméstica, contra as mulheres e contra as crianças, a violência pública por prestígio e fama, a grande exclusão de classes e étnica... Tudo isso são violências.

Fonte: Planeta Sustentável

domingo, 5 de julho de 2009

A parte que nos cabe


Certa vez ouvimos uma fábula que nos fez refletir acerca dos ensinamentos que continha.
Tratava-se de um incêndio devastador que se abatera sobre a floresta.
Enquanto as labaredas transformavam tudo em cinzas, os animais corriam na tentativa de salvar a própria pele.
Dentre os muitos animais, havia uma pequena andorinha que resolveu fazer algo para conter o fogo.
Sobrevoou o local e descobriu, não muito longe, um grande lago. Sem demora, começou a empreitada para salvar a floresta.
Agindo rápido, voou até o lago, mergulhou as penas na água e sobrevoou a floresta em chamas, sacudindo-se para que as gotas caíssem, repetindo o gesto inúmeras vezes.
Embora não tivesse tempo para conversa fiada, percebeu que uma hiena a olhava e debochava da sua atitude.
Deteve-se um instante para descansar as asas, quando a hiena se aproximou e falou com cinismo:
Você é muito tola mesmo, pequena ave! Acha que vai deter o fogo com essas minúsculas gotas de água que lança sobre as chamas? Isso não produzirá efeito algum, a não ser o seu esgotamento.
A andorinha, que realmente desejava fazer algo positivo, respondeu: Eu sei que não conseguirei apagar o fogo sozinha, mas estou fazendo tudo o que está ao meu alcance.
E, se cada um de nós, moradores da floresta, fizesse uma pequena parte, em breve conseguiríamos apagar as labaredas que a consomem.
A hiena, no entanto, fingiu que não entendeu, afastou-se do fogo que já estava bem próximo, e continuou rindo da andorinha.
Assim acontece com muitos de nós, quando se trata de modificar algo que nos parece de enormes proporções.
Às vezes, imitando a hiena, costumamos criticar aqueles que, como a andorinha, estão fazendo sua parte, ainda que pequena.
É comum ouvirmos pessoas que reclamam da situação e continuam de braços cruzados.
De certa forma, é cômodo reclamar das coisas sem envolver-se com a solução.
No entanto, para que haja mudanças de profundidade, é preciso que cada um faça a parte que lhe cabe para o bem geral.
Reclamamos da desorganização, da burocracia, da corrupção, da falta de educação, da injustiça, esquecendo-nos de que a situação exterior reflete a nossa situação interior.
Não há possibilidade de fazer uma sociedade organizada, honesta e justa se não houver homens organizados, honestos e justos.
Em resumo, para moralizar a sociedade, é preciso moralizar o indivíduo, que somos cada um de nós, componentes da sociedade.
Se fizermos a nossa parte, sem darmos ouvidos às hienas que tentarão desanimar a nossa disposição, em breve tempo teremos uma sociedade melhorada e mais feliz.

Fonte:
Redação do Momento Espírita.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Como ter paz nas relações - Robert Happé


Muitas pessoas que vivenciam separação psicológica costumam também se eximir da responsabilidade dos problemas que têm; culpam os outros, são hostis e defensivas, não se dando conta de que elas próprias criaram os problemas. Usualmente, em decorrência de suas hábeis táticas de controle, elas conseguem experienciar certos benefícios, o que as faz acreditar que tudo pode continuar seguindo assim. Porém, isso reforça as atitudes manipulativas, e um circulo vicioso difícil de ser quebrado se estabelece.

Controlar os outros, como um modo de vida, é um padrão desenvolvido pelo individuo para sobreviver na realidade de seu mundo. Aquele que se sente psicologicamente separado dos demais, em função de algum medo, influencia negativamente o ambiente e os outros. Essa negatividade se traduz, muitas vezes, numa comunicação deficiente, em que a troca não é clara e as relações ficam, consequentemente, fora do equilíbrio.

Aqueles que criam uma polarização nos relacionamentos, fazem-no com o intuito de controlar e não estão abertos à reconciliação; pelo contrário, atuam de forma a deixar os outros sem defesas. Não se dão conta de que, ao atuar dessa maneira, estão ao mesmo tempo se isolando do prazer de trabalhar em proximidade com os outros, e estão se privando de relações de confiança e harmonia.

As pessoas que controlam os outros deixam de viver relações de intimidade e amor. Quanto maior o medo, mais o individuo sente a necessidade de controlar os outros e mais ainda se separa de relacionamentos calorosos e de amizade. Muitos padecem desse sofrimento, sem nem mesmo perceberem o quanto afastam as pessoas.

A maioria dos que controlam faz isso por autoproteção, por medo de ficar vulnerável e ser machucada pelos outros, caso venha se abrir. Todas as pessoas possuem sua cota de dominação e controle e todos precisamos aprender que não é necessário controlar nenhuma área da vida. Soltar os controles passo a passo significa tornar-se livre, pois nos libertamos, simultaneamente, da pesada responsabilidade de interferir na vida dos outros.

Quando o controle é removido do relacionamento, a harmonia é o que se segue; a comunicação e o compartilhar mútuos tornam-se então possíveis. Isso é a unificação.
E unificação é paz.

Robert Happé
Autor da “A Consciência é a Resposta”
www.roberthappe.net

quarta-feira, 15 de abril de 2009

A renovação espiritual da humanidade está acontecendo agora

Presenciamos atualmente o nascimento de um novo mundo. A luz de uma nova esperança chega à consciência das massas, preparando todos para a união.
O ano de 2009 será repleto de desenvolvimentos estimulantes em todos os setores da vida, de modo que mudanças significativas e duradouras possam ser feitas. É aconselhável manter-se um observador(a) informado(a), sem se deixar arrastar emocionalmente pelos eventos.
Durante milênios, todas as atividades políticas e religiosas têm sido negativas e projetadas para manter a maioria das pessoas prisioneiras das sombras. Através do medo as forças controladoras manipulam as escolhas de livre-arbítrio das massas. Atualmente, muitos temem as previsões de desastres; é aconselhável, porém, ignorar tais mensagens, não entregando a elas a sua energia.

Os desastres acontecem apenas àqueles que não se alinham com a luz; quanto mais pessoas começarem a desejar um mundo de paz e harmonia, mais rapidamente as sombras se desintegrarão.
Chegou a hora de transformar o passado, incluindo experiências de relacionamentos mal entendidos. Decida simplesmente retornar à paz.
O despertar é um processo individual no qual descobrimos habilidades e valores em nós mesmos dos quais não tínhamos consciência anteriormente. Quando esses predicados são aplicados em nossas experiências diárias, ajudamos a implementar o processo de reforma. Desse modo podemos participar na promoção do progresso.
É uma questão de sintonia com as forças de orientação interiores.
Foi necessário que a humanidade passasse, no decorrer do seu processo de despertar, por um período de ´tentativa e erro`, para que pudesse aprender o discernimento. Quando a mente estiver treinada a abrir-se à voz do coração, as experiências serão bem mais criativas, espontâneas, cooperativas e emocionalmente recompensadoras. A pergunta é, então: o quanto somos livres?
O livre-arbítrio é um princípio universal. Trata-se de um conceito não muito bem compreendido. Há pouca experiência de livre-arbítrio em nosso mundo, por causa da programação cultural, pressões econômicas, rituais, hábitos, etc. Contudo, o livre-arbítrio está ao alcance de todos. Refere-se à escolha da atitude que uma pessoa assume nas experiências que atrai de momento a momento em sua vida. Por exemplo, quando algo acontece, a reação a esse evento é amplamente determinada pelo condicionamento que a pessoa recebeu e pelas características de sua personalidade, que é desenvolvida em parte por condicionamentos astrológicos, genéticos e psicológicos.
Essas energias, somadas às pressões ambientais, fazem de nós aquilo que somos, ditando as reações e as escolhas que fazemos ao nos expressarmos no que diz respeito a nossas experiências. São os condicionamentos que fazem de nós o que somos, e são os condicionamentos que escolhem por nós. Há, no entanto, uma área onde temos livre-arbítrio. Trata-se de nossa capacidade de escolher evoluir e viver uma vida livre das programações, confiando que o coração guie nosso processo de vida.
Exercitar nosso livre-arbítrio é a experiência de felicidade. Contudo, o livre-arbítrio depende do conhecimento que temos de nosso próprio poder. A felicidade depende do amor que damos e recebemos. Para conhecermos a verdade, devemos encará-la sem a interferência do filtro de nossas crenças. O que parecia impossível em nossa história, muitas vezes tornou-se possível. Nosso futuro será ainda mais surpreendente à medida que descobrirmos o pior e o melhor.
Ao tomarmos decisões baseadas no livre-arbítrio e gerenciarmos nossos próprios assuntos, poderemos atingir a maturidade espiritual e mental por nossa conta. Isto é evoluir. A evolução somente é interrompida devido à falta de desejo de unificação, à ignorância, à indiferença e ao medo.
A maioria das pessoas pensa em termos de prosperidade material e assim acumula somente objetos quando, na verdade, o que importa é nos tornarmos seres conscientes.
O objetivo é de se unir e realizar um projeto comum em que todos os povos e culturas possam, por sua vez, se unir e curar as energias sombrias que nos mantêm separados. A liberdade é construída dia após dia, à medida que nos tornamos conscientes de nós mesmos e do ambiente em que vivemos. Nossa história até aqui é de guerras entre culturas e entre pessoas, sendo as conquistas sempre em detrimento dos outros.
Muito embora cada um de nós, enquanto filho da luz, tenha muitas qualidades e capacidades potenciais, são poucos os que podem exercê-las com dignidade, devido à falta de educação útil.
A educação e as condições da vida diária, incluindo a vida animal e vegetal, são controladas pelos representantes políticos, financeiros, militares e religiosos, forçando a maioria das pessoas a se tornar escrava de um sistema cruel que oferece riqueza para poucos e pobreza para muitos.
Quando as verdadeiras regras do jogo forem conhecidas, entenderemos que não se trata absolutamente de vencermos os outros, mas sim de conquistarmos a nós mesmos. O número de pessoas que começaram a despertar cresce diariamente e intenções cooperativas amorosas mostram uma atitude diferente para com a vida. Simultaneamente, porém, um trabalho de sabotagem é conduzido inteligentemente para sufocar esse serviço amoroso dirigido aos outros.
Não é fácil exercer o livre-arbítrio, pois é pesadamente bloqueado e manipulado pelos que querem a todo custo impedir que as nações deste mundo cheguem à paz e se unam umas às outras; as sombras obtêm sua força pela sua capacidade de criar a desconfiança e o medo.
Essas energias ferem nossa verdadeira natureza.
Tornando-nos conscientes da dádiva inestimável do livre-arbítrio, somos motivados a buscar um ponto de vista alternativo, mais holístico em relação à vida, onde aprendemos a ciência da interação construtiva e, consequentemente, entendemos melhor a consciência.
Cada um de nós é convidado a participar e fazer um esforço consciente para construir o mundo que deseja. A indiferença constitui uma negação do livre-arbítrio.
Quando sabemos que somos nós a criar nossa realidade com nossas intenções e pensamentos, logo procuramos limpar aqueles pensamentos que não são saudáveis, já que eles podem, de fato, criar uma situação incômoda para nós.
Quando finalmente avançarmos para uma consciência superior, o mundo será definitivamente baseado no reconhecimento.

Robert Happé
Autor da “A Consciência é a Resposta”
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terça-feira, 31 de março de 2009

Consumismo Desenfreado: Consequências para você, a sociedade e o meio-ambiente



O consumismo desenfreado dos dias atuais têm muitas conseqüências tanto para a própria pessoa, como para a sociedade e o meio ambiente.

As pessoas devido ao sistema que vivem, onde o importante é o que você tem e não que você é, tendem a desenvolver distúrbios caracterizados pela compulsão em comprar coisas desnecessárias que talvez nunca usarão. Além disso, elas são influenciadas por um dos maiores difusores do consumismo: a mídia. Todos os dias somos “bombardeados” com milhares de propagandas. São milhões e milhões gastos para tentar nos fazer comprar os produtos.

O consumismo também causa conseqüências à sociedade, já que contribuem para o processo de degradação das relações sociais. Muitas vezes, excluímos pessoas, julgamo-as, pelo simples fato de ela não possuir tal coisa ou não estar com “roupas da moda”. É surpreendente como uma pessoa é “crucificada” pelo simples fato de não se submeter ao sistema que privilegia poucos, faz você valer o que possui e paga centavos a uma criança chinesa para produzir produtos que são vendidos do outro lado do mundo por preços absurdamente altos.

Mas a parte mais desastrosa é a do meio-ambiente. Como é possível um planeta suportar um sistema em que a lei vigente é: “use, descarte, compre sempre o novo”? Estamos destruindo totalmente a Terra para satisfazermos o nosso prazer de comprar, comprar e comprar. Mas nunca cansamos! Esse é o problema! Queremos sempre mais e mais. A cada dia surgem aparelhos mais novos, roupas diferentes. O sistema impõe-nos que devemos sempre ter o mais novo, mesmo que o antigo ainda esteja bom.

Devemos mudar nossa mentalidade primitiva e irracional, devemos deixar de pensar apenas no nosso “próprio umbigo” e ver as pessoas que tem menos que nós. Um dos nossos principais problemas é que sempre quando vamos nos comparar com outras pessoas, sempre escolhemos as que têm mais. Por que nunca nos comparamos com as que têm menos?

Devemos evoluir. Acabar com esse pensamento que temos de sempre ter mais e mais. Acabar com o “descartar” e, seguir a nova lei: reutilizar, reciclar e reduzir. Reduzir! Todos nós temos direito de comprar, de gastar nosso dinheiro tão suado, mas isso não quer dizer que devemos ter tudo, enquanto outros não têm nada.

Mas a mudança depende de nós. Desde mim até ti. Desde o miserável até o bilionário. Desde pessoas sem grandes cargos até presidentes. Desde o ignorante até o intelectual. Depende de todos nós.

Pense nisso! E viva! Reflita! Quebre as regras impostas pelo sistema! Seja livre!