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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Passe um dia sem carne


O que os brasileiros comem no dia a dia? Você ficaria sem "misturas" uma vez por semana? Motivos há de sobra para atender a esse convite. A intenção é incentivar as pessoas a deixarem de consumir carne ao menos uma vez por semana. A ideia é boa para a saúde pessoal e para a do planeta.
Uma campanha da Sociedade Vegetariana Brasileira - também adotada pela Prefeitura de São Paulo - quer estimular esse hábito. Ao diminuir o consumo de carne, reduz-se, ao mesmo tempo, o desperdíco de água, o desmatamento, a desertificação, a extinção de espécies, a destruição de hábitats e até de biomas inteiros. A pecuária é responsável pela emissão de cerca de 17% dos gases de efeito estufa do planeta. Mais da metade da produção mundial de alimentos é destinada à ração para animais de abate.
Hoje se mata, em cerca de 15 dias, o mesmo número de animais que eram abatidos em um ano na década de 1950 - dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). Esses animais levam uma vida de sofrimento, medo e privação. Muitos ficam confinados em lugares minúsculos, sem poder nem sequer mover a cabeça. Os métodos de criação e abate são cruéis.
Uma dieta sem carne favorece a prevenção de doenças crônicas degenarativas, como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, colesterol elevado, diversos tipos de câncer e diabetes, segundo a Assossiação Dietética Americana. A redução das carnes, com consequente aumento do consumo de feijões, frutas, cereais ( de preferência integrais), legumes e verduras é preconizada pelo Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde. Esses alimentos devem, em conjunto, fornecer de 55% a 75% do total de energia diária da alimentação.
A campanha é um convite para repensar nossa alimentação cotidiana, muitas vezes pobre em nutrientes pelo simples desconhecimento da variedade de hortaliças e verduras disponíveis. O consumo de comidas prontas, fast food ou similares, facilitou a vida altamente urbanizada dos grandes centros, diminuindo o tempo gasto com a preparação de alimentos. O preço de tudo isso é refletido em nossa saúde e também nas experiências de sabor que perdemos. Sobram alimentos prontos, enlatados, cheios de conservantes, todos com gosto parecido, muitas vez elaborado sinteticamente. A padronização dos temperos, a restrição das experiências do paladar, o consumo desenfreado e a excessiva praticidade desses alimentos também sugerem o questionamento de como estamos gerenciando nossa saúde e de que maneira estamos educando as próximas gerações para hábitos alimentares mais seguros.

Texto de Eduardo Jorge, secretário do verde e do meio ambiente da cidade de São Paulo, retirado da revista Galileu de Novembro de 2009.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Carne, mas sem matar animais

Para resolver, de uma só vez, os muitos problemas enumerados pelos ambientalistas – alvo de polêmicas intermináveis – sobre os impactos do consumo de carne no aquecimento global e, claro, poupar os bichos, o Peta – People for the Ethical Treatment of Animals está oferecendo um milhão de dólares para o primeiro cientista a desenvolver carne in vitro.
A ideia é fazer as células animais crescerem e se reproduzirem em um outro meio até formar um alimento que possa ser cozido, frito e assado normalmente. De acordo com a ONG, muito já tem sido feito por essa tecnologia, mas estamos muito distantes de termos carne de laboratório nas prateleiras. Por isso, o apoio financeiro.
Segundo o Peta, apesar de os seres humanos não precisarem consumir carne, muitas pessoas se recusam a abandonar o hábito, então, essa seria a melhor solução para conciliar sua dieta favorita ao fim do sofrimentos dos 40 bilhões de aves, porcos, vacas e peixes sacrificados, anualmente, com um destino certo: o prato dos norteamericanos.
O prazo para desenvolver carne de frango e comercializá-la é 30 de junho de 2012. O produto final deve obedecer a dois critérios. O primeiro é que a textura e o gosto seja indistinto da galinha de verdade. Além disso, a carne deve ser vendida a um preço competitivo, em pelo menos dez estados.
A proposta é séria e a intenção é boa, mas, vem cá, com tanta coisa para comer...

Fonte: Blog Planeta Sustentável